Tão irreal como a
realidade é o sentido de dar um mergulho no meio do escuro, no
desconhecido. É viver em queda livre e achar que isso é voar, é
sonhar e acordar no meio da noite e ouvir o silêncio e perceber que
ele grita e diz: “É inútil ter certeza”.
Viver no paralelo
dos mundos é sobrevoar pelo mar e o céu ao mesmo instante, outros
diriam – paraíso e o inferno – Todavia, não é fora do normal
ser diferente, isto significa identidade própria, personalidade,
porém, isso não pode nos tirar o sentido de humanidade, pois acima
do lugar que se vem, do idioma que se fala, classe social a que
pertence, somos seres humanos, ou seja, isto deve está acima de um
ego nacional, ou pessoal.
Já me assustei
muito com a vida real dura e seca, porém continuo acreditando que
somos melhores e que podemos ser cada dia mais, que nossa evolução
não está condicionada apenas na evolução da ciência, mas também
no avanço da nossa humanidade, sentido esse que vem se dissipando
cada dia mais por interesses políticos, corporativos, individuais,
sem o compromisso de benefício para nossa espécie.
Chegamos ao ponto
que atualmente, qualquer bom dia torna a pessoa mais humana, um gesto
de cordialidade faz dela incrivelmente boa. Isto reflete o quanto
estamos carentes de humanidade. Por essa razão, em saber que temos
muito de bom e sentimos essa necessidade, sigo destilando fé nas
pessoas e tornando minhas ideias em realidade e modo de vida.
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