sexta-feira, 4 de abril de 2014

O salto

            Tão irreal como a realidade é o sentido de dar um mergulho no meio do escuro, no desconhecido. É viver em queda livre e achar que isso é voar, é sonhar e acordar no meio da noite e ouvir o silêncio e perceber que ele grita e diz: “É inútil ter certeza”.

            Viver no paralelo dos mundos é sobrevoar pelo mar e o céu ao mesmo instante, outros diriam – paraíso e o inferno – Todavia, não é fora do normal ser diferente, isto significa identidade própria, personalidade, porém, isso não pode nos tirar o sentido de humanidade, pois acima do lugar que se vem, do idioma que se fala, classe social a que pertence, somos seres humanos, ou seja, isto deve está acima de um ego nacional, ou pessoal.

            Já me assustei muito com a vida real dura e seca, porém continuo acreditando que somos melhores e que podemos ser cada dia mais, que nossa evolução não está condicionada apenas na evolução da ciência, mas também no avanço da nossa humanidade, sentido esse que vem se dissipando cada dia mais por interesses políticos, corporativos, individuais, sem o compromisso de benefício para nossa espécie.

           Chegamos ao ponto que atualmente, qualquer bom dia torna a pessoa mais humana, um gesto de cordialidade faz dela incrivelmente boa. Isto reflete o quanto estamos carentes de humanidade. Por essa razão, em saber que temos muito de bom e sentimos essa necessidade, sigo destilando fé nas pessoas e tornando minhas ideias em realidade e modo de vida.

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