sexta-feira, 4 de abril de 2014

O salto

            Tão irreal como a realidade é o sentido de dar um mergulho no meio do escuro, no desconhecido. É viver em queda livre e achar que isso é voar, é sonhar e acordar no meio da noite e ouvir o silêncio e perceber que ele grita e diz: “É inútil ter certeza”.

            Viver no paralelo dos mundos é sobrevoar pelo mar e o céu ao mesmo instante, outros diriam – paraíso e o inferno – Todavia, não é fora do normal ser diferente, isto significa identidade própria, personalidade, porém, isso não pode nos tirar o sentido de humanidade, pois acima do lugar que se vem, do idioma que se fala, classe social a que pertence, somos seres humanos, ou seja, isto deve está acima de um ego nacional, ou pessoal.

            Já me assustei muito com a vida real dura e seca, porém continuo acreditando que somos melhores e que podemos ser cada dia mais, que nossa evolução não está condicionada apenas na evolução da ciência, mas também no avanço da nossa humanidade, sentido esse que vem se dissipando cada dia mais por interesses políticos, corporativos, individuais, sem o compromisso de benefício para nossa espécie.

           Chegamos ao ponto que atualmente, qualquer bom dia torna a pessoa mais humana, um gesto de cordialidade faz dela incrivelmente boa. Isto reflete o quanto estamos carentes de humanidade. Por essa razão, em saber que temos muito de bom e sentimos essa necessidade, sigo destilando fé nas pessoas e tornando minhas ideias em realidade e modo de vida.

domingo, 30 de março de 2014

Pessoal

            Hoje deu vontade de escreve no blog, coisas pessoais, aleatórias, sem se preocupar muito, sem roteiro, sem nada! Apenas jogando ideias no ar, destilando palavras.

            Bom a gente inventa o monte de palavras, buscar os melhores argumentos, mas somos reféns do acaso - este que determina o impensado – pois bem, o fato é que têm coisas que por mais que saibamos que temos capacidade, ou domínio, não a temos porque simplesmente o acaso interfere, mudando a rota, fazendo das colisões novos mundos – regra geral da vida das estrelas supernovas – daí se pensa no pior, mas, na verdade, é uma nova porta que se abre, muitas vezes não sendo a porta que queremos, porém é um novo caminho para trilhar.

             Talvez isto só exista na minha cabeça, mas não me preocupo em disseminar isso pelo mundo não, porque de filosofias lindas e não praticadas o mundo está cheio, já que penso que cada cabeça é um universo em particular, eu sou o Deus do meu universo e faço dele meu caos democrático de todo dia, é como dizem “podem até maltratar meu coração, mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar” (Renato Russo). Isto só reafirma minha posição, ir até o fim pelo que se acredita, "mesmo que seja por amor as causas perdidas". (Humberto Gessinger)

             Pior é não se encaixar em um espaço, ambiente, círculo de convivência, por isso saber que sempre há uma escolha para ser feita é o que salva da submissão, porém o pior de tudo mesmo é não ter saúde, paz, determinação, porque isso ti limita de verdade a busca de forma confortável sobre o que se quer. Confiar no amanhã e ter fé não é ruim demais, assim como, estudar também não, via de regra não quero ser exemplo, quero apenas continuar com minha simples, mas realizando o que busco “longe dos holofotes que cegam mais que iluminam” (Humberto Gessinger).  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Pensamento solto!


Sem as amarras, medos e armas;
Controle do caos, descontrole;
Na madrugada ou no dia;
Tanto faz, nem toda luz irradia;

Limite, fronteira das ilusões;
O acaso, senhor de todo encontro;
Sem regra ou sentindo exato;
Apenas livre em rota de colisão;

Na medida que nada sente;
Mas que muito explica a razão;
Buscamos explicar o inexplicável;
Encontrar a chave que abre a prisão;

Pensar em ser livre não é somente falar em liberdade;
Pensar solto é ser livre para pensar e agir como tal;
Filosofia sem prática é apenas pensamento;

Ação é a matéria do sentimento;


quarta-feira, 5 de março de 2014

O momento

O momento!

Um disparo, viver em queda livre, acordar sem sair do sonho;
Tudo parecia tão distante, como forças opostas;
No entanto, laços como estes são duráveis;
E inquebráveis mesmo para o tempo e espaço;
Eu acredito que já sabia, ou seria fantasia?

Sono ou insônia? Quem sabe!
A delicadeza da força, exatidão sem precisão;
Variáveis que torna a vida mais humana;
Por isso já não me importa as rimas;
Porque nem todo sentido leva a verdade;

Nem todo céu é azul e nem toda água é para beber;
Quem vive o caminho não é quem faz a estrada, mas sim quem por ela passa;
Qual é a distância entre duas pessoas?
Não sei, mas talvez seja a falta que um faz para o outro;
Expressão do pensamento se torna sentimento;
E tudo se encaixa à medida que se vive o momento...